Sistemas de Armazenagem e Logística: conceitos, estratégia e processos

 Sistemas de Armazenagem e Logística

Já falamos aqui no blog sobre a logística, hoje, porém, vamos falar sobre como esse processo pode, de forma estratégica, trazer melhorias para as organizações usando sistemas de armazenagem. Para começar, vamos recordar o que é logística:

De acordo com os autores Bowersox e Closs (2009), define-se por logística o processo de fornecer serviços ou produtos no lugar e momento em que se encontram os clientes. Os autores salientam ainda que a implementação das práticas logísticas é um grande desafio para as organizações nos dias de hoje.

Para complementar a visão sobre logística de Bowesox e Closs, podemos utilizar a visão de outro estudioso da área, Ballou (2001). Nas palavras desse autor, a logística é “[…] o ramo da ciência militar que lida com a obtenção, a manutenção e o transporte de materiais, pessoal e instalações”. Observe que o autor se refere a logística como uma ciência militar. Isso ocorre porque foram os militares que desenvolveram a logística. Durante os períodos de guerra, os exércitos adotavam estratégias de abastecimento para que não faltassem munições, alimentos e medicamentos. É por isso, que ainda hoje, alguns dicionários e autores apresentam o vocábulo “logística” como uma ciência desenvolvida por militares.

Na atualidade a logística não se restringe apenas ao uso por parte dos militares, mas sim para empresas em geral que utilizam de sistemas de armazenagem para fazer a coordenação de processos de produtos internos, expedição e também para o transporte das mercadorias. Essa metodologia é usada tanto para a distribuição interna entre setores, quanto para a distribuição externa para os clientes. Tudo isso é feito para otimizar os gastos em processos, usando estratégias e tecnologias.

A partir da década de 2000, novamente trazendo as ideias de Ballou, as atividades de logística passaram a ser pauta de reuniões da alta cúpula das organizações. A área de administração de materiais está evoluindo paulatinamente e faz cada vez mais parte do planejamento estratégico das organizações. Ballou, no que se refere ao planejamento estratégico afirma que a gestão de materiais pode estar envolvida em quatro modelos de estratégias: de forma, de tempo, de lugar e de posse. Falaremos a seguir sobre cada uma delas:

Estratégias de forma: As estratégias de forma trabalham em busca do valor gerado pela produção ao transformar as matérias-primas em produtos, ou seja, os sistemas de armazenagem são utilizados para estocar peças que se unem na formação de determinado produto;

Estratégia de tempo: A estratégia de tempo está ligeiramente ligada às estratégias de posse, que abordaremos a seguir. Nesse caso, os estrategistas buscam por soluções para a otimização do tempo nos processos industriais;

Estratégia de lugar: Nesse modelo de estratégia são trabalhadas as formas de locomoção dos produtos ou peças de um lugar para outro;

Estratégia de posse: As estratégias de posse, por sua vez, trabalham com o valor agregado ao produto pelo tempo que se dedicou durante sua produção. Para auxiliar os empresários nesse quesito, existem softwares que contabilizam o tempo gasto em transportes, produção e estoque.

Ainda se falando em logística, os processos dessa ciência são divididos em ciclos. Saiba mais sobre cada um deles:

Ciclo de suprimentos: Nesse caso, os procedimentos logísticos ocorrem entre o fabricante e o fornecedor;

Ciclo de pedido: Quando falamos em ciclo de pedido, fala-se dos procedimentos de gerência em processos que envolvem clientes e varejistas. Esse ciclo inclui os processos e atividades realizados para atender as solicitações dos clientes;

Ciclo de fabricação: No ciclo de fabricação há uma interação entre o fabricante e o distribuidor;

Ciclo de reabastecimento: Esse tipo de ciclo é aquele em que ocorre relação entre varejistas e consumidores.

Os sistemas de armazenagem e a logística estão cada vez mais presentes no cotidiano empresarial e já não são mais um diferencial para as empresas e sim uma necessidade e quem não se adaptar a essa nova realidade, acabará ficando para trás e perdendo mercado para empresas mais modernas e que já adotam as técnicas há bastante tempo.

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